segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Drogas

Nada mais atual com essa guerra do tráfico que as drogas... Legalizar ou não? O consumidor é culpado? São questões sobre as quais todo mundo opina, mas sobre as quais poucos estudos têm sido desenvovlidos. Como parte do rebanho, vou apenas opinar, porque não tenho argumentos e dados científicos para apresentar. Entretanto, temos de admitir os fatos: A repressão não funcionou antes e não está funcionando até agora. Visto que não funcionou, só vejo como alternativa óbvia, partir para outra metodologia, da qual acho importante a legalização, concomitante ao desenvolvimento de políticas públicas, como se supõe para qualquer atividade que interfira no modo de organização de uma sociedade, afinal, milhares de pessoas dependem financeiramente do tráfico de drogas. Temos ou não temos livre arbítrio? Cada qual cm seu próprio ópio. O álcool não só é nocivo à quem usa como a todos que estão ao redor dele, ao contrário de outras drogas como a maconha, que não deixa ninguém agressivo, no máximo retardado. Assim, é hipocrisia reprimir a maconha, a cocaína, o LSD, enquanto o álcool é liberado. As ditas "drogas" estão envoltas em muito pré-conceito, sendo esse o motivo para tanto temor.

Outra questão é o termo "usuário de drogas", que é usado como um rótulo. Por que se eu bebo cerveja sou apenas consumidora e se uso cocaína sou classificada como usuária de drogas? pelo vocábulo em si está correto, se eu uso, sou usuária. O problema é o significado que o termo assume atualmente, associando à dependência química. Posso usar maconha, cocaína, lsd, dentre outros e não ser dependente, assim como não sou dependente de chocolate, cerveja, ou qualquer outra coisa que use ocasionalmente. Quando se trata de uma "droga" , nada é relativizado, é 8 ou 80. É hora de abrir a mente, nem que seja pelo simples fato de que, as soluções pensadas até agora, baseadas na repressão das drogas, não está funcionando.

Para finalizar, desviando o assunto mas me veio em mente: pensem o que quiserem, no fundo em concordo com Marx: A religião é que é o verdadeiro ópio do povo, e desse mal, ao menos, eu estou livre.

2 comentários:

Lou disse...

Concordo plenamente.
Se querem acabar com o tráfico, o esquema mesmo é legalizar logo de vez, e colocar um imposto tão alto quanto o combustível ou os cigarros.
.
E pensando dessa maneira, sou meio que usuário de coca-cola e chocolates.

Adriano Comissoli disse...

Penso que legalizar está longe de ser solução.
Primeiro, porque não é um questão de "se não pode com eles junte-se a eles".
Segundo, porque o comércio de drogas ilegais se baseia no binômio oferta-procura. Foi-se o tempo em que os traficantes tinham de criar seus consumidores viciando crianças em porta de escola. As pessoas sabem onde econtram drogas e vão atrás. Se existe tráfico é porque existe consumo. Do contrário, vende-se drogas pra quem?
Finalmente, porque legalizar o comércio de mais substância químicas é trocar um problema de segurança pública por um problema de saúde pública.

Me mantenho contrário à legalização de mais drogas e cada vez penso que talvez seja o caso de proibir mais algumas.